Antecipei ontem que iria escrever sobre água nos banheiros aeroportuários do Brasil. Hoje parece um dia adequado, pois, pela primeira vez na história do país, o governo concluiu a concessão para a construção e o gerenciamento de um aeroporto comercial para a inciativa privada.
Houve grande disputa com um ágio de 228%, segundo O Estado de S.Paulo, pelo direito de explorar o aeroporto de São Gonçalo do Amarante em Natal (RN) principalmente pelas receitas que terão com o grande fluxo de passageiros na Copa em 2014 e no futuro. Todos que precisarão usar banheiros.
Portanto, voltando aos banheiros, o alerta foi dado por uma empresa de engenharia que comissionou um estudo sobre o desperdício de água nos lavatórios e pretende oferecer soluções, pegando carona na Copa 2014. Quando esta pauta me chegou por meio de um release enviado por e-mail achei engraçado, depois, esperto e finalmente, interessante, pois também começa hoje a Semana Mundial da Água em Estocolmo onde gestores públicos, pesquisadores e representantes de empresas vão focar em buscar soluções para os problemas de suprimento nos grandes centros urbanos.
A preocupação é clara, pois caminhamos para ter a maioria da população mundial vivendo em cidades. Conforme havíamos antecipado na edição de março/abril (a primeira) da Revista Sustentabilidade impressa, as discussões serão centradas na busca de soluções técnicas e de gerenciamento.
Segundo o executivo do SIWI, Jens Berggren, que entrevistamos para a edição, para garantir o suprimento de água nos grandes centros é preciso montar um tripé de cooperação entre governos, empresas e sociedade para garantir o acesso a este bem. "Aplicando o conhecimento que temos podemos reduzir em um quinto a mortalidade infantil, ou seja, salvar a vida de 2,2 milhões de crianças por ano", disse Berggren.
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
O Brasil é o coelho na corrida pelos biocombustíveis?
Estamos numa corrida mundial pela energia limpa. Só não percebe quem não quer. O Brasil está na frente por enquanto, por causa do etanol, mas se não tomar cuidado vai ser passado por outros países que há muito começaram a avançar na tecnologia.
Nos vangloriávamos de ter 25% de etanol na gasolina, de carros movidos à álcool, de nossa alta produtividade na cana de açúcar. Mas os recentes movimentos dos mercados interno e externo mostraram o quanto é frágil esta nossa liderança.
Nos vangloriávamos de ter 25% de etanol na gasolina, de carros movidos à álcool, de nossa alta produtividade na cana de açúcar. Mas os recentes movimentos dos mercados interno e externo mostraram o quanto é frágil esta nossa liderança.
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(Em tempo: publico link para entrevista feita pelo jornalista Cesar Baima com o diretor científico da Fapesp Carlos Henrique Cruz sobre o assunto)
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