Juntando os fatos e comentários que testemunhei e li nos últimos
dias, chego a conclusão que foi dada a largada para a temporada de caça a
Gilberto Kassab e seu novo partido PSD. E no fundo, isso é bom, pois as
mazelas da cidade vão começar a aparecer e ser discutidas como nunca foi
enquanto o prefeito era aliado do principal partido de oposição ao
governo federal, o PSDB.
Nesta segunda, as manchetes
dos jornais paulistanos estavam estampavam nas só informações nada
alentadoras para Kassab. Enquanto um noticiava a tendência do PSD entrar
no leque apoio dos nanicos PT em esfera federal, o outro jornal dava a
liderança de Marta Suplicy do PT para a corrida eleitoral à prefeitura
que acontecerá ano que vem. Além disso, uma surpresa, o Jornal da Tarde,
do Grupo O Estado de S.Paulo, mancheteava a falta de assoreamento e
limpeza dos córregos da capital.
Bom, pensei com meus botões, enfim vemos notícias sobre a
iminente enchente que aproxima-se da capital com a época de chuvas,
coisa a que venho alertando neste blog, mas referindo-me ao Tietê.
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terça-feira, 6 de setembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
José Dirceu Vs Veja II - Algo de errado
Há algo de errado quando abro meu Facebook e vejo convocação para uma marcha contra um veículo de comunicação. Neste caso é contra a Veja e sua suposta manipulação da informação.
O que mais me chama atenção é o fato do Facebook ser o reduto - e aqui arrisco generalizando - da classe média conservadora que, em geral, se informa e forma suas opiniões pela revista Veja da editora Abril. (veja aqui)
De fato, um grupo pequeno de 124 pessoas já confirmaram presença, provavelmente incluindo os 52 que criaram o evento. Dentre eles, um vereador de esquerda paulistano, Beto Custódio. Além do político, os perfis dos outros que pude ver são estudantes de universidades públicas do Rio e São Paulo.
Diria insignificante em termos de mobilização. Mas simbólico que um grupo de pessoas - com alto poder de influência - sinta-se ameaçado o suficiente para protestar contra um veículo de comunicação.
Suponho que a gota d'água fora a polêmica matéria de capa desta semana que tentou pregar no José Dirceu - o suspeito de sempre - uma manipulação antirepublicana ameaçadora da democracia.
Eu mesmo escrevi sobre o tema (veja aqui) e há outras análises mais contundentes na web, principalmente nos sites de jornalismo incluindo o baluarte do debate sobre jornalismo, o Observatório da Imprensa.
Os editores e donos da Veja provavelmente dispensarão esta mobilização como sendo de pessoas aliadas ao ex-ministro querendo proteger algo inominável. Mas, é preciso também levar em conta que tal mobilização mostra que há espaço no mercado editorial para um jornalismo mais digno e que atenda aos anseios de uma camada da população que não se alinha com as visões e posicionamentos do maior semanário do país
O que mais me chama atenção é o fato do Facebook ser o reduto - e aqui arrisco generalizando - da classe média conservadora que, em geral, se informa e forma suas opiniões pela revista Veja da editora Abril. (veja aqui)
De fato, um grupo pequeno de 124 pessoas já confirmaram presença, provavelmente incluindo os 52 que criaram o evento. Dentre eles, um vereador de esquerda paulistano, Beto Custódio. Além do político, os perfis dos outros que pude ver são estudantes de universidades públicas do Rio e São Paulo.
Diria insignificante em termos de mobilização. Mas simbólico que um grupo de pessoas - com alto poder de influência - sinta-se ameaçado o suficiente para protestar contra um veículo de comunicação.
Suponho que a gota d'água fora a polêmica matéria de capa desta semana que tentou pregar no José Dirceu - o suspeito de sempre - uma manipulação antirepublicana ameaçadora da democracia.
Eu mesmo escrevi sobre o tema (veja aqui) e há outras análises mais contundentes na web, principalmente nos sites de jornalismo incluindo o baluarte do debate sobre jornalismo, o Observatório da Imprensa.
Os editores e donos da Veja provavelmente dispensarão esta mobilização como sendo de pessoas aliadas ao ex-ministro querendo proteger algo inominável. Mas, é preciso também levar em conta que tal mobilização mostra que há espaço no mercado editorial para um jornalismo mais digno e que atenda aos anseios de uma camada da população que não se alinha com as visões e posicionamentos do maior semanário do país
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Nem anjos nem demônios: O caso Zé Dirceu Vs Veja
Vou meter meu bedelho no caso Veja X Zé Dirceu. Não deveria, mas há uma coisa que está me incomodando muito neste debate (embate) entre a mídia tradicional conservadora, os políticos envolvidos e os blogueiros que alinham-se contra a mídia: o moralismo.
De todos os lados, há um moralismo condenatório absurdo e, no final, a grande vítima não é nem a Veja e nem Zé Dirceu. A grande vítima somos nós, o público.
Antes de mostrar como chego a esta conclusão queria botar alguns pingos em alguns is.
1. É dever da imprensa usar todos os meios possíveis para levantar informações pertinentes e de INTERESSE PÚBLICO.
2. José Dirceu, apesar de estar sendo julgado e de ter seu direitos políticos parcialmente suspensos até 2015 - leia-se candidatar-se a cargos públicos -, tem o direito, como qualquer cidadão, de participar e atuar no jogo político.
Dito isto, o resto é mera maquiagem, politicagem barata e moralista.
Do lado da Veja, como jornalista, não posso condenar-la por ter usado meios ilegais de obter informação. Todo jornalista sabe que a regra de ouro de uma boa reportagem é...
De todos os lados, há um moralismo condenatório absurdo e, no final, a grande vítima não é nem a Veja e nem Zé Dirceu. A grande vítima somos nós, o público.
Antes de mostrar como chego a esta conclusão queria botar alguns pingos em alguns is.
1. É dever da imprensa usar todos os meios possíveis para levantar informações pertinentes e de INTERESSE PÚBLICO.
2. José Dirceu, apesar de estar sendo julgado e de ter seu direitos políticos parcialmente suspensos até 2015 - leia-se candidatar-se a cargos públicos -, tem o direito, como qualquer cidadão, de participar e atuar no jogo político.
Dito isto, o resto é mera maquiagem, politicagem barata e moralista.
Do lado da Veja, como jornalista, não posso condenar-la por ter usado meios ilegais de obter informação. Todo jornalista sabe que a regra de ouro de uma boa reportagem é...
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
São Paulo, uma cidade sem notícia
Resolvi hoje abordar a cobertura da cidade de São Paulo pelos principais jornais, pois, além de não ter atualizado esta página desde o mês passado, fiquei estupefato com uma manchete do Jornal da Tarde, um dos dois principais jornais que cobrem minha cidade e acordei com um helicóptero de uma emissora de TV ou rádio estacionado acima de minha casa filmando o trânsito na marginal.
A manchete do JT diz que piratas oferecem filmes em catálogo para evitar fiscalização. Pasmem! Tá aí uma coisa que os ossos de todos os paulistanos já sabia. Basta andar nas calçadas da cidade e, principalmente, no centro do contrabando da informação e entretenimento digitalizado, a rua Santa Efigênia. Não vi a capa do Diário de SP, o outro jornal da cidade, pois a banca onde estava não o exibia.
Uma rápida passagem pelo sites destes jornais, nas abas de Cotidiano e São Paulo da Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo respectivamente me mostrou que São Paulo é quase uma cidade sem notícia.
Temas em destaque: assassinato duplo na Rua Oscar Freire (com foto de um modelo metálico envolvido); estacionamento a R$12...
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
A mente de um Hacker
Se seguirem o link no Youtube, vão poder assistir à entrevista completa. Muito interessante as ideias do homem. Mas o que mais tem de importante é que, em primeiro lugar, ele mostra a capacidade dos Hackers de investigar e produzir conteúdo fuçando dados e que estão, de fato, construindo programas e aplicativos que permitirão aos meros cidadãos, investigar os poderosos.
Em segundo lugar, a percepção de Markun é de que a Internet não é livre. Quem acompanha o debate do ponto de vista do Software Livre já está familiarizado com este argumento. Ou seja, as tecnologias, os links, os cabos e os satélites são todos controlados por mega empresas de telefonia e comunicações. Além disso, cada vez mais, os programas para acessar a Internet também estão nas mãos de grandes empresas...
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domingo, 17 de julho de 2011
Democratizando a imprensa, o debate necessário
Reproduzo aqui a íntegra de post de Edurado Guimarães publicado no seu Blog da Cidadania. Para quem não sabe, Edurado Guimarães integra o grupo de blogueiros auto denominado 'Blogueiros Progressistas' que se coloca à esquerda no espectro político e faz forte apoio ao governo atual do PT.
Outro posicionamento claro deste grupo é a promoção da democratização da imprensa. Eles acreditam que existe a necessidade não só de facilitar e expandir o acesso do público à Internet, mas também na necessidade de combater a concentração do controle empresarial da imprensa, denunciando o sofismo da grande imprensa de que o governo está tentando cercear a liberdade de expressão.
Outro posicionamento claro deste grupo é a promoção da democratização da imprensa. Eles acreditam que existe a necessidade não só de facilitar e expandir o acesso do público à Internet, mas também na necessidade de combater a concentração do controle empresarial da imprensa, denunciando o sofismo da grande imprensa de que o governo está tentando cercear a liberdade de expressão.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Financiamento públicos e liberdade de expressão
Ontem foi Dia da Independência dos Estados Unidos. Queria chamar a atenção para uma recente decisão da suprema corte daquele país, equivalente ao nosso TSF, que derrubou uma lei no estado do Arizona que complementava contribuições de campanhas com dinheiro público.
Foi uma decisão dividida. Dos nove ministros, cinco votaram contra a lei do Arizona e quatro votaram a favor.
O New York Times criticou a decisão em editorial
Foi uma decisão dividida. Dos nove ministros, cinco votaram contra a lei do Arizona e quatro votaram a favor.
O New York Times criticou a decisão em editorial
terça-feira, 28 de junho de 2011
Twitter, facebook e outras cositas más (Jornalismo e política)
Bibliografia de pesquisas sobre redes sociais (em inglês):
http://www.danah.org/researchBibs/twitter.php
http://www.danah.org/researchBibs/twitter.php
terça-feira, 21 de junho de 2011
Jornalistas ou administradores de redes sociais?
Xico Sá escreve bem. Coloca bem colocado como as redes sociais mudaram a nossa vida de jornalistas. Ele conclui que nunca fomos tão desnecessários. Concorde ou não com ele, mas desde que Twitters, Facebooks, LinkedIns e etc. surgiram nossa vida nunca mais foi a mesma.
Hoje, 'interlocutamos' o tempo todo. E-mail e cartas são coisas do passado. As respostas e os comentários têm que ser em tempo real. Tempo para o Internauta poder te captar na sua timeline. E não podemos mais ficar aguardando os clichês sairem da rotatória. Não. Temos que noticiar e repercutir ao mesmo tempo.
Hoje, 'interlocutamos' o tempo todo. E-mail e cartas são coisas do passado. As respostas e os comentários têm que ser em tempo real. Tempo para o Internauta poder te captar na sua timeline. E não podemos mais ficar aguardando os clichês sairem da rotatória. Não. Temos que noticiar e repercutir ao mesmo tempo.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
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