Tá tudo como o diabo gosta.
Pela primeira vez desde o fim das eleições
do ano passado, as forças que destruíram nossa alta estima podem relaxar
e as imagino, agora, sentadas, com os pés na mesa, mãos por de trás da
cabeça, sorrindo ao ler as manchetes da intensificação da crise política
e econômica (em breve social) que aflige o país.
No últimos mais de 200
dias com a PF, o MP, o judiciário, os grupelhos golpistas, os velhinhos
golpistas, a imprensa, alas do governo, o congresso
por inteiro, a hipócrita oposição, o setor financeiro, os especuladores
no mercado de ações e de câmbio vêm redobrando esforços para destruir o
país, um partido, uma visão de nação, tudo por uma disputa cega,
moralista e policialesca pelo poder.
Agora todos podem relaxar e gozar.
A
coisa ganhou elán e já se embala com uma inércia própria: ninguém
precisa fazer mais nada além de esperar para tomar o poder já que as
empresas não investem, os juros sobem, as vendas caem, o desemprego
aumenta, o governo corta, o congresso remenda adicionando gastos, o
judiciário sobe no telhado com seus benefícios feudais, o PT rouba, o
PSDB é premiado, a PF tá solta para prender todos todas as sextas com
operações de nomes esdrúxulos, o MP controla o país, a 1ª instância do
judiciário governa...
Mas o que eles não sabem é que nesta rota todos
serão aniquilados e talvez, talvez, o maior ganho que teremos no futuro
será ter revelado para o país e ao mundo as entranhas do modus operandi
do capitalismo que com seus conchavos, financiamentos e lobbys
multimilionários que sempre compraram o poder político.
Tudo parece ter
sido negociado e cartelizado por valores em milhões de reais. Não há
interesse público. Agora, como a política inteira está criminalizada,
também será criminalizada toda relação entre o setor privado e o setor
público.
Não poderá mais haver Estado. Mas não esqueçamos que estes
mesmos conchavos e cartelização também ocorrem nas relações entre
empresas privadas, agora livres para continuar com um Estado destruído
por ele mesmo. Tudo sendo levado pelo ralo por um moralismo policialesco
a 'la brasileira'.
Mas peraí, o diabo não existe, então ele não pode
gostar de nada, então, quem gosta? E o povo em tudo isso?
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quinta-feira, 1 de outubro de 2015
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Fomos derrotados junto com os professores de SP
Derrotados. Esta foi mensagem principal da manchete do dia 13 de junho de 2015 da Folha de S.Paulo ao se referir ao fim da greve dos professores - a mais longa da história do sindicato paulista - após decisão de assembléia.
No entanto, pouco foi discutido sobre as consequências do fim da greve e da greve em si.
Não há, no estado de São Paulo, uma vontade de progredir por parte de sua imprensa, sua população e nem de seu governo.
A greve, com milhares comparecendo nas ruas dia sim dia não, com acampamento no coração da capital paulista, acabou na marra, por birra de um governador que tem como lema estacionar para permanecer [no poder].
Escondido por detrás de uma mídia complacente, com ares de imprensa nacional, mas bairrista mesmo assim, nós paulistas não sabemos o que acontece nas entranhas do governo paulista.
Não temos ideia de quais os programas ou falta de políticas que são implementadas ou omitidas por um governo que passa apenas a impressão de governar.
No fim, assistimos a uma greve relatada de um lado pela grande imprensa apenas como uma curiosidade a atrapalhar o trânsito, do outro, pelos blogs progressistas, como trincheira contra o capital.
No entanto, o modelo falido de educação - não somente pública - não é discutido. A população não sabe se apóia professores ou se apóia o governo que diz tudo estar bem.
A imprensa, omissa além do limite da responsabilidade, deixa cada um de nós criar uma narrativa sobre esta greve histórica apenas por percepções e preconceitos.
No final, ninguém discutiu, e ficamos a debater a 'Dilma no Jô' fingindo que não saberíamos que a presidenta iria dizer e como se fosse importante o entrevistador que caiu na mesmice há muitos anos de um programa copiado dos norte americanos.
Assim, os verdadeiros derrotados fomos nós, paulistas, que depois de 92 dias greve, não sabemos quem é o secretário de educação do estado de São Paulo, se a demanda por 75% de aumento é justa, se as escolas públicas podem melhorar ou se há vontade de progresso no final.
Não temos ideia de quem a Apeosp representa e quer.
Só podemos concluir, portanto, que o paulista não se interessa pela questão da educação - apesar de aparecer em todas as pesquisas de opinião como área problemática - e, pior, não se interessa em progredir.
Derrotados fomos todos nós, ao lado da imprensa, dos professores e, principalmente, do governador Geraldo Alckmin, que se esconde na complacência da arrogância jornalística.
PS A greve dos professores municipais no ano passado foi muito melhor coberta e solucionada.
No entanto, pouco foi discutido sobre as consequências do fim da greve e da greve em si.
Não há, no estado de São Paulo, uma vontade de progredir por parte de sua imprensa, sua população e nem de seu governo.
A greve, com milhares comparecendo nas ruas dia sim dia não, com acampamento no coração da capital paulista, acabou na marra, por birra de um governador que tem como lema estacionar para permanecer [no poder].
Escondido por detrás de uma mídia complacente, com ares de imprensa nacional, mas bairrista mesmo assim, nós paulistas não sabemos o que acontece nas entranhas do governo paulista.
Não temos ideia de quais os programas ou falta de políticas que são implementadas ou omitidas por um governo que passa apenas a impressão de governar.
No fim, assistimos a uma greve relatada de um lado pela grande imprensa apenas como uma curiosidade a atrapalhar o trânsito, do outro, pelos blogs progressistas, como trincheira contra o capital.
No entanto, o modelo falido de educação - não somente pública - não é discutido. A população não sabe se apóia professores ou se apóia o governo que diz tudo estar bem.
A imprensa, omissa além do limite da responsabilidade, deixa cada um de nós criar uma narrativa sobre esta greve histórica apenas por percepções e preconceitos.
No final, ninguém discutiu, e ficamos a debater a 'Dilma no Jô' fingindo que não saberíamos que a presidenta iria dizer e como se fosse importante o entrevistador que caiu na mesmice há muitos anos de um programa copiado dos norte americanos.
Assim, os verdadeiros derrotados fomos nós, paulistas, que depois de 92 dias greve, não sabemos quem é o secretário de educação do estado de São Paulo, se a demanda por 75% de aumento é justa, se as escolas públicas podem melhorar ou se há vontade de progresso no final.
Não temos ideia de quem a Apeosp representa e quer.
Só podemos concluir, portanto, que o paulista não se interessa pela questão da educação - apesar de aparecer em todas as pesquisas de opinião como área problemática - e, pior, não se interessa em progredir.
Derrotados fomos todos nós, ao lado da imprensa, dos professores e, principalmente, do governador Geraldo Alckmin, que se esconde na complacência da arrogância jornalística.
PS A greve dos professores municipais no ano passado foi muito melhor coberta e solucionada.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Umas e outras - o estrago de Maluf e a saída de Erundina
Como dizem os sábios: uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. O PT pagar o preço pedido por Maluf é uma coisa e o PSDB não querer pagar o cobrado é outra coisa.
Mas, o fato é que a cobertura dos jornais paulistas e nacionais é enviesada para dar a impressão que pragmatismo político é só do PT, enquanto os direitistas, tucanos e outros políticos afins, não se sujam.
Balela. Eles estão sujos até os colarinhos que cobrem suas gravatas Hermès. Até ontem, Maluf ditava regras em algumas repartições do Palácio dos Bandeirantes e foi duramente assediado pelo Serra, que não conseguiu, imagino eu, sobrepor as trincheiras da arrogância e ambição alckmistas que visam sucesso em 2014.
Mas os jornalões omitiram este fato e deram a impressão de que Maluf foi criação do PT e que só o PT se rebaixaria a fazer aliança com um procurado pela Interpol. Cardeais como são os tucanos, não sairiam, segundo a omissão dos articulistas políticos dos jornais, de sua altivez moral para tentar algo sequer parecido. A outra sujeira dos editorialistas paulistas é deixar a impressão de que Maluf pessoalmente assumiria algum cargo no governo Dilma...
Mas, São Paulo, por mais poderoso que seja, não é páreo para um cargo no governo federal. Isto é uma coisa (mal contada pela grande imprensa e melhor contada na blogosfera por Altamiro Borges e pelo Zé Dirceu).
E deu na outra coisa, que é exatamente o preço político desta aliança 'minutófila': a saída - por enquanto, pois em política nada é para sempre - da Erundina da campanha do Haddad.
Os estrategistas talvez estejam fazendo as contas e neste momento consideram mais importante contar segundos do que ter a coerência programática.
De uma certa maneira, o resultado foi o que os jornalões queriam ao tentar esconder do público os verdadeiros protagonistas desta pantomima sem graça. No entanto, ao meu ver, perde a candidatura de Haddad com esta brincadeira. Maluf agrega minutos - e, mais importantemente, os tira dos tucanos -, mas não traz votos.
Todas as baratas paulistanas sabem que quem vota Maluf não vota PT e quem vota PT não gosta nem de ver a sombra de Maluf. E duvido muito que os cinco pontos ganhos por Haddad tem a ver com Maluf. Mas quando se vê imagens iconoclásticas como as que vimos estampadas em toda a imprensa hoje, a rejeição é enorme e nem Erundina conseguiu segurar a barra.
Estaria tudo bem se a verdade fosse como querem os articuladores petistas que 'recebeu apoio' do Maluf, como, aliás já aconteceu antes. Mas não foi isso que deve ter ocorrido.
A negociação foi dura e, temo eu, programática. Se não fosse, Erundinda, tão clara na suas entrevistas no final de semana, não teria abdicado sua posição na chapa de Haddad. E Zé Dirceu, talvez um dos mais astutos analistas políticos deste país deu o recado bem dado no seu blog: a decisão é para a cúpula, e não se metam.
Escreveu o ex-presidente do PT: "Petistas e aliados, por favor, sem esquecer que o foro mais adequado para debater e buscar a solução dessa questão é a coordenação e a direção política da aliança e da campanha do Fernando Haddad. Deflagrar um debate em torno disso em público e pela mídia é dar chumbo ao adversário".
É claro que há a necessidade de tomadas de decisões pelas cúpulas, mas a questão programática é a única que trará alguma qualidade à política é a última que cobram os jornalistas. É preciso discutir programas, pois eles contêm alguma solução de deixam claro o que é um campo e o que outro, antes que marqueteiros misturem as coisas.
Mas, o fato é que a cobertura dos jornais paulistas e nacionais é enviesada para dar a impressão que pragmatismo político é só do PT, enquanto os direitistas, tucanos e outros políticos afins, não se sujam.
Balela. Eles estão sujos até os colarinhos que cobrem suas gravatas Hermès. Até ontem, Maluf ditava regras em algumas repartições do Palácio dos Bandeirantes e foi duramente assediado pelo Serra, que não conseguiu, imagino eu, sobrepor as trincheiras da arrogância e ambição alckmistas que visam sucesso em 2014.
Mas os jornalões omitiram este fato e deram a impressão de que Maluf foi criação do PT e que só o PT se rebaixaria a fazer aliança com um procurado pela Interpol. Cardeais como são os tucanos, não sairiam, segundo a omissão dos articulistas políticos dos jornais, de sua altivez moral para tentar algo sequer parecido. A outra sujeira dos editorialistas paulistas é deixar a impressão de que Maluf pessoalmente assumiria algum cargo no governo Dilma...
Mas, São Paulo, por mais poderoso que seja, não é páreo para um cargo no governo federal. Isto é uma coisa (mal contada pela grande imprensa e melhor contada na blogosfera por Altamiro Borges e pelo Zé Dirceu).
E deu na outra coisa, que é exatamente o preço político desta aliança 'minutófila': a saída - por enquanto, pois em política nada é para sempre - da Erundina da campanha do Haddad.
Os estrategistas talvez estejam fazendo as contas e neste momento consideram mais importante contar segundos do que ter a coerência programática.
De uma certa maneira, o resultado foi o que os jornalões queriam ao tentar esconder do público os verdadeiros protagonistas desta pantomima sem graça. No entanto, ao meu ver, perde a candidatura de Haddad com esta brincadeira. Maluf agrega minutos - e, mais importantemente, os tira dos tucanos -, mas não traz votos.
Todas as baratas paulistanas sabem que quem vota Maluf não vota PT e quem vota PT não gosta nem de ver a sombra de Maluf. E duvido muito que os cinco pontos ganhos por Haddad tem a ver com Maluf. Mas quando se vê imagens iconoclásticas como as que vimos estampadas em toda a imprensa hoje, a rejeição é enorme e nem Erundina conseguiu segurar a barra.
Estaria tudo bem se a verdade fosse como querem os articuladores petistas que 'recebeu apoio' do Maluf, como, aliás já aconteceu antes. Mas não foi isso que deve ter ocorrido.
A negociação foi dura e, temo eu, programática. Se não fosse, Erundinda, tão clara na suas entrevistas no final de semana, não teria abdicado sua posição na chapa de Haddad. E Zé Dirceu, talvez um dos mais astutos analistas políticos deste país deu o recado bem dado no seu blog: a decisão é para a cúpula, e não se metam.
Escreveu o ex-presidente do PT: "Petistas e aliados, por favor, sem esquecer que o foro mais adequado para debater e buscar a solução dessa questão é a coordenação e a direção política da aliança e da campanha do Fernando Haddad. Deflagrar um debate em torno disso em público e pela mídia é dar chumbo ao adversário".
É claro que há a necessidade de tomadas de decisões pelas cúpulas, mas a questão programática é a única que trará alguma qualidade à política é a última que cobram os jornalistas. É preciso discutir programas, pois eles contêm alguma solução de deixam claro o que é um campo e o que outro, antes que marqueteiros misturem as coisas.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Alckmin contradiz Calabi e contigencia orçamento
Deu na Folha (escondidinho no canto da primeira página na Internet: "Geraldo Alckmin bloqueia R$ 1,5 bilhão do Orçamento paulista"
R$1,2 bi de investimentos o resto em custeio.
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R$1,2 bi de investimentos o resto em custeio.
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