A rede de doçarias Amor aos Pedaços começou a divulgar hoje um audacioso programa para trocar os pratos de plástico descartáveis usados para servir clientes nas suas 56 lojas por pratos compostáveis feitos de bagaço de cana importados da China.
A pergunta que não quer calar é: porque a empresa teve que importar o produto já que somos líderes mundiais em produção de açúcar e álcool? Além disso, temos tecnologia nacional para produzir os mesmos produtos de resíduos de outros produtos agrícolas como mandioca e até batatas. Empresas como CBpack e Biomater surgiram dentro das universidades brasileiras e começam a despontar no mercado nacional. A primeira, tem apoio do BNDES, a segunda, participação acionária de uma multinacional holandesa.
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Copa 2014: sobre boleiros, tratores e machados
Possivelmente dentre os países do Brics, o Brasil é o mais ambivalente, com todo respeito aos nosso parceiros do Sul, temos uma cultura ocidental de negócios, forte tradição de abertura, uma população ávida para consumir e uma recepção ímpar para estrangeiros.
Com estes méritos ganhamos o direito de sediar a Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016 e estamos nos preparando para isso.
No entanto, apesar dos fatores positivos, ainda oferecemos muitos riscos e, como acompanhamos na imprensa local e internacional, parecemos atrasados com nossa burocracia, uma cultura política voltada para o próprio umbigo e um setor privado quase autista, apesar de dinâmico.
Durante uma conversa com um proeminente advogado que atua na área de contratos para o setor de infraestrutura, discutimos bastante estes entraves e uma das conclusões que chegamos é que existe uma cultura da falta de planejamento que acaba desaguando nos contratos que, pela complexidade das obras, dos sistemas de licenciamento, da dinâmica do mercado e da burocracia dos governos, acabam sendo aditividados, mudados e, frenquentemente, terminam em litígio.
Com estes méritos ganhamos o direito de sediar a Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016 e estamos nos preparando para isso.
No entanto, apesar dos fatores positivos, ainda oferecemos muitos riscos e, como acompanhamos na imprensa local e internacional, parecemos atrasados com nossa burocracia, uma cultura política voltada para o próprio umbigo e um setor privado quase autista, apesar de dinâmico.
Durante uma conversa com um proeminente advogado que atua na área de contratos para o setor de infraestrutura, discutimos bastante estes entraves e uma das conclusões que chegamos é que existe uma cultura da falta de planejamento que acaba desaguando nos contratos que, pela complexidade das obras, dos sistemas de licenciamento, da dinâmica do mercado e da burocracia dos governos, acabam sendo aditividados, mudados e, frenquentemente, terminam em litígio.
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